9 de abril de 2012

O papel da família no tratamento:



Na hora de enfrentar o câncer, a formação do tripé paciente/profissionais de saúde/família é essencial. Informe-se, busque orientação e saiba a melhor forma de dar e receber apoio.

Muito já se falou sobre a importância da participação da família no tratamento da paciente, mas é essencial saber como participar, como acompanhar todas as etapas da doença, como cuidar e a melhor maneira de se informar sobre o assunto.

Para começar, é muito importante que o cuidador não confunda cuidar da paciente com assumir suas tarefas. Em muitos casos, isso não é necessário e pode até prejudicar. Lembre-se de que a paciente precisa participar ativamente do processo de tratamento. Incentivar, estimular, orientar, supervisionar e acompanhar pode ser muito mais produtivo.

Conhecer a doença, os tratamentos e suas consequências físicas e emocionais pode ajudar muito na hora de dar esse suporte. Antes de qualquer coisa, pesquise muito sobre a doença, visite sites na internet, se possível acompanhe a paciente ao médico, converse com os especialistas e os psicólogos do hospital, participe de grupos de apoio e ofereça todo o suporte emocional necessário.

Na medida certa

Todo cuidado é pouco para não transparecer piedade. “Orientamos o cuidador a não sentir pena da paciente, pois ela não gosta de estar naquela condição”, explica Bianca Beraldi Xavier, assistente social e psico-oncologista que atende na Associação Feminina de Combate ao Câncer (Afecc), do Hospital Santa Rita, e na Clínica Capixaba de Oncologia, em Vitória (ES). “Procure incentivá-la a continuar seus hábitos, desde que sejam saudáveis, como a leitura, os esportes, o lazer, e também a prosseguir com as atividades da casa, observando, porém, suas limitações”, orienta a profissional.

Mas como definir quem será o cuidador “oficial” da paciente? É um desafio pessoal, mas vale a pena. “No geral, a eleição ocorre de modo natural, pois na dinâmica de funcionamento familiar os ‘lugares’ de cuidador, na maior parte das vezes, já estão ‘eleitos’”, explica Dirce Maria Navas Perissinotti, psicóloga coordenadora da campanha Viva sem Dor, do Centro de Dor e Neurocirurgia Funcional do Hospital Nove de Julho. “O funcionamento do grupo familiar ocorre de tal maneira que o elemento responsável pelo cuidado geral – provedor financeiro ou cuidador afetivo – já está presente e, no momento da crise decorrente da má notícia sobre o câncer de mama, essa condição se confirma”, acrescenta. Bianca Beraldi Xavier concorda: “Quem ama cuida, e cada família define naturalmente seus cuidadores”. E alerta: “Não é fácil esse papel, pois normalmente os membros dessa família estão no mercado de trabalho, necessitam garantir sua sobrevivência, mas sempre encontram alternativas para o ato de cuidar”.

Cuidados com quem cuida

A tarefa de cuidar é grande. Exige esforço físico e emocional, e é muito importante que o cuidador não se esqueça também de se cuidar. O estresse da doença toma conta de todos, e é essencial manter a calma para poder ajudar a paciente. “O câncer é uma doença coletiva, atinge o paciente e suas relações sociais”, diz Bianca. Para Dirce Perissinotti, os membros da família que se responsabilizam pelos cuidados também necessitam de apoio. “A participação em grupos de apoio aos doentes e/ou cuidadores é interessante, pois propicia melhor informação sobre o andamento da situação da doença e maior desmistificação do momento de crise pessoal e familiar”, sugere.

O cuidador não deve nunca se deixar de lado. É muito normal aparecerem sentimentos como raiva, culpa, frustração e até mesmo certa sensação de impotência, mas é fundamental lembrar que, se ele está fazendo todo o possível para ajudar a paciente, está sendo de grande utilidade. E, para continuar esse trabalho, é preciso estar com a saúde física e emocional em dia. Se preciso, peça ajuda a outros familiares e procure os grupos de apoio do hospital.

Um problema de todos

O câncer de mama afeta não só a paciente, mas todos à sua volta. É essencial que a família se apoie, pois o tratamento é longo e pode ter consequências em vários aspectos.

Normalmente, a primeira mudança é a inversão de papéis – a mulher que sempre cuidou da casa, dos filhos e do marido passa agora a ser cuidada. Há ainda o impacto financeiro, porque muitas dessas mulheres atuam no mercado informal e precisarão ficar ausentes por algum período. “A família, num primeiro momento, deve pensar em unir forças para superar os momentos difíceis”, explica Bianca. “Deve buscar informações com profissionais de saúde sobre recursos aos quais têm direitos, seja na Previdência, assistência social e em programas de entidades que trabalham com câncer, para que se dê um acompanhamento no sentido de viabilizar ações que visem a qualidade de vida dos pacientes e, consequentemente, de seus familiares” orienta a psico-oncologista.

Com objetivos comuns de combater a doença, enfrentar o tratamento e garantir qualidade de vida, juntos, paciente, família e profissionais de saúde podem vencer a luta contra o câncer de mama.

Texto: Cássia Fragata, retirado de http://www.mulherconsciente.com.br

21 de março de 2012

Venha participar hoje!!!


Não Percam!

Hoje acontece a nossa primeira macarronada do ano de 2012!!

Com muita alegria é que convidamos a todos moradores de Itajaí e Região para degustar uma deliciosa macarronada no Salão Paroquial da Igreja Matriz em Itajaí, a partir das 11h30!

Com o custo de R$ 12,oo, você se delicia e de quebra contribui na luta contra o câncer de mama e/ou útero.

Sua participação é muito importante!!!

Esperamos você!

8 de março de 2012

Uma nova conquista


Hoje especialmente no Dia Internacional da Mulher a Associação do Câncer Amor Próprio se enche de esperança com mais uma conquista. A aquisição de um veículo próprio que representará maior desempenho e melhor atendimento de nossas associadas, mulheres especiais, poderosas e guerreiras!
Nesse dia tão especial queremos agradecer a todos que contribuem com nossa Associação, que direta e indiretamente conquistam conosco esse automóvel.
Novos trabalhos temos pela frente, na certeza de que muitas conquistas como essa ainda virão!
E às nossas queridas guerreiras, que além de mulheres, são batalhadoras e vitoriosas, nosso maior desejo de Parabéns!!!

Parabéns pelo dia Internacional da Mulher, dia de receber todas as homenagens possíveis, afinal vencemos sempre diante da vida!!!

23 de fevereiro de 2012

Viva Bem - Cuidados com o verão


Sol, mar, praia, céu azul e aquele calor de matar. O verão está aí e é preciso cuidados especiais com a sua saúde. Se você está em tratamento, saiba o que você pode ou não fazer na estação mais quente do ano.

Num país tropical como o nosso, o verão é esperado o ano todo para desfrutarmos daquelas merecidas férias. Quem mora longe da praia, corre pra fazer as malas, quem mora no litoral, separa o guarda-sol e a cadeira e só pensa no momento de entrar no mar. Mas todo o cuidado é pouco. Filtro solar fator 30 e um chapéu são peças fundamentais no figurino. Os horários de exposição já foram divulgados à exaustão, mas não custa reforçar: sol só antes das 10 e depois das 16h e não vale nenhuma escapada. A hidratação também é essencial, portanto, tome bastante líquido. No item alimentação, comidinhas leves, saladas, frutas e legumes devem fazer parte de todas as refeições.

Ao sol

Para as mulheres que estão em pleno tratamento de radio, o melhor é evitar e não se expor ao sol. “Ela sabe o local que não deve tomar sol de maneira alguma porque a área em que a radio está sendo aplicada fica demarcada, como se fosse uma caneta, mesmo quando vai pra casa”, esclarece André Perina, mastologista do Hospital A.C.Camargo, de São Paulo.

Se você passou pelo tratamento de radio recentemente, a atenção e os cuidados são essenciais e devem ser redobrados. “Além de todos os cuidados que todo mundo deve ter, como não tomar sol depois das 10 e antes das 16h, por causa de câncer de pele, as pacientes de câncer de mama que estão ou estiveram em tratamento de radioterapia recente, não podem tomar sol na área em que receberam a radio, porque naquele local a pele já apresenta uma irritação decorrente do tratamento”, explica o mastologista. “O que pode acontecer é o sol gerar uma hiper-pigmentação no local e manchar a pele”, diz. “Ela não pode tomar sol direto na região, então, caso queira ir à praia, o ideal é que vá com a região coberta e protegida, mesmo nos horários permitidos”. Portanto, uma bata fresquinha, um chapéu e um guarda-sol são muito bem-vindos.

“Alguns medicamentos utilizados na quimioterapia podem causar hiper-pigmentação da pele quando exposta ao sol”, alerta André Perina. Para essas pacientes, o médico orienta que, caso queiram ir à praia, façam isso apenas nos horários permitidos e bem protegidas. “Ela pode ir, mas sempre com o protetor solar, lembrando que ele não dura o dia todo, é preciso passar mais de uma vez, de hora em hora de preferência”. E o médico ressalta: “no sol só protegida e se hidratando muito bem”.

O mastologista alerta ainda as pacientes que passaram pela cirurgia e fizeram esvaziamento axilar. “Elas devem evitar os momentos muito fortes de calor, os mais quentes do dia porque isso pode causar inchaço do braço”, lembra André Perina.

Então, não se esqueça, capriche nos cuidados e tome muito líquido no verão!

Nas águas

Ir à praia é relaxante e pode realmente fazer bem para o corpo e para a alma quando aproveitamos tudo de forma parcimoniosa. Além dos cuidados com o sol, é importante lembrar que o mar nem sempre está liberado para quem fez a cirurgia há pouco tempo. “Se a mulher não estiver no pós-operatório recente, pode entrar no mar, mas é importante saber se as cicatrizes estão bem fechadas e, caso não estejam, é melhor não entrar”, orienta André Perina. “Essa avaliação deve ser feita pelo médico de cada uma”, explica.

Para o especialista, piscinas seguem a mesma idéia do mar. “Isso é caso a caso, se está no pós-operatório, o médico dela deve avaliar se pode ou não”, esclarece.

Atividade física

Exercícios só fazem bem, mas é fundamental que a sua prática siga determinadas regras, principalmente no verão. Atividades físicas devem ser feitas com cuidado, de forma leve e em horários em que o sol esteja menos forte.

Mas uma paciente que está em tratamento para o câncer de mama ou acabou de passar por ele pode, ali pelas 5 da tarde, dar aquela caminhadinha gostosa na praia? “Pode não, deve!”, diz o mastologista do A.C.Camargo. “Sempre com aquelas ressalvas: boa hidratação, horários permitidos, protetor solar, roupas e atividades leves”, orienta.

Pós-sol

Mulheres adoram passar milhares de creminhos, mas cuidado com o que você vai usar para hidratar sua pele após o sol. “Para quem está fazendo somente quimioterapia, pode, mas para quem está em tratamento de radio, depende do hidratante”, explica André Perina. “Ela deve conversar com o radioterapêuta, porque existem alguns cremes que não podem ser usados na área irradiada”, esclarece. “Geralmente, antes da radio é entregue à paciente um folheto explicativo que orienta para que ela não passe nada além do que é prescrito”.

Para as vitoriosas, aquelas que já passaram por tudo, cirurgia, reconstrução, radio e quimio, o especialista indica algumas regras. “Se ela fez radio e não se passaram seis meses ainda, vale o conselho de não tomar sol na área irradiada”. Às pacientes que fizeram cirurgia e quimio, sem a radio, o mastologista sugere que elas não tomem sol no lugar das cicatrizes. “Eu recomendo às minhas pacientes que não tomem sol na cicatriz por pelo menos três meses após a cirurgia, por uma questão estética, pois elas podem escurecer”, indica André Perina. “Passados esses momentos todos, vida normal”, conclui.

Fonte:www.mulherconsciente.com.br